A Índia é para copiar!

A Índia é para copiar!

Baguete

Diversos exemplos a serem adotados. Esta é a bagagem que trouxeram da Índia os empresários e representantes de entidades gaúchos que participaram da Missão de TI que visitou o país asiático entre 04 e 14 de janeiro de 2007.

O grupo, formado por membros da Assespro-RS, Seprorgs, Fiergs, Instituto Euvaldo Lodi, Senai, Sebrae-RS, Di Uno Informática, Global 21 e LB Consultoria, conheceu as cidades de Mombai, Hiderabad e Bangalore, tendo participado da IndiSoft, uma das principais feiras do setor de software do mundo.

A visão do dirigente
Uma agenda estratégica, voltada ao desenvolvimento de diversos setores da economia indiana e seguida à risca por dez entre dez empresários e gestores de entidades foi o que chamou a atenção de Renato Turk Faria, presidente do Seprorgs. “O documento segue um formato semelhante ao do nosso Pacto pelo Rio Grande, porém, com uma diferença: lá, todas as empresas, instituições e instâncias políticas rezam a mesma cartilha”, destaca. “E isso não foi imposto por decreto. Simplesmente eles entendem que a coesão, a união de forças, é vital para o desenvolvimento, não só da TI, mas de todo o país”, complementa.

Turk também revela que a Missão renderá uma visita ilustre ao Rio Grande do Sul. “Não se tem muita informação ainda, porém sabe-se que, provavelmente em março, será realizado um seminário no estado, com a presença do cônsul indiano. A idéia é mostrar aos gaúchos como funciona o mercado deles, quais são as regras, condições, e que exemplos podemos seguir”, salienta.

Quanto à Nasscom, principal entidade de TI indiana, as impressões do presidente do Sindicato são as melhores. “A associação possui diversos escritórios regionais, mas a atuação é nacional. São cerca de mil afiliados e o site da instituição tem uma média de quatro milhões de pageviews diários”, conta Turk. “Falamos com gestores de empresas com 70 mil funcionários, como a TCS, mas também de companhias que têm 40 colaboradores. O ponto comum entre elas é que destacam as mesmas ações da Nasscom. Ou seja: a entidade faz, e faz efetivamente, por todas as organizações”, completa.

A visão do empresário
“Não adianta o Brasil querer produzir TI a baixo custo enquanto não investir na formação de mão-de-obra”, diz o diretor da A2C – Internet para Negócios, Anderson Andrade – que, na foto da capa, anda de “táxi” pelas ruas de Hyderabad. O catarinense, que também participou da Missão, destaca a educação voltada para a formação de empreendedores como um dos pontos mais fortes da Índia. “Os alunos aprendem noções de empreendedorismo desde cedo. Também são instruídos em inglês já o primário”, afirma o executivo.

Outra qualidade do país, segundo o diretor, é a capacidade de aprender. “Devido aos incentivos fiscais e de outras naturezas diversas, aquele é um mercado muito atraente para empresas de todo o mundo. Porém, eles não só recebem e apóiam as companhias, mas também aprendem com elas. Hoje, isso está resultando em um fomento para a criação e crescimento de corporações essencialmente indianas”, conta Andrade.

A visão feminina
O investimento na formação de recursos humanos impressionou também a consultora jurídica da Assespro-RS e da LB Consultoria, Lisiane Pratti. “O sistema de educação, onde as crianças têm aulas de língua inglesa desde os primeiros anos de escola, é ótimo”, admira-se ela. “Além disso, nas universidades, cursos das áreas de TI e engenharias afins são ministrados em inglês, já preparando o profissional para o mercado”, acrescenta.

Ainda no âmbito universitário, Lisiane salienta outra iniciativa. “A Nasscom interfere nos currículos das faculdades, definindo disciplinas e conteúdos que auxiliem na formação de profissionais, e não simplesmente de graduados”, revela.

O International Instituto of Information Technology, de Bangalore, foi outro destaque da viagem. “A cada ano, a entidade seleciona 500 pessoas egressas de faculdades de TI para fazer uma prova. Destes, 150 são selecionados para receber cursos e MBAs na área. Depois, são encaminhados diretamente para o mercado”, finaliza.

Lisiane Pratti: o sistema educacional chamou a atenção.

Andrade, motorizado por Hyderabad.